Duelo de Craques
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Conhecer o jogoO açúcar e o ouro deslocaram riquezas e populações, mas não apagaram outras atividades. Conheça a administração colonial e as mudanças que antecederam a independência.
A colonização portuguesa começou após a chegada da esquadra de Cabral, em 1500. A coroa controlava a administração e procurava reservar para Portugal o comércio externo da colônia — uma das bases do pacto colonial. Essa relação mudou com a abertura dos portos, em 1808, e a elevação do Brasil a reino, em 1815. A independência veio depois, em 1822.
Pau-brasil, açúcar e ouro ganharam destaque em momentos diferentes. Essas atividades coexistiram com a criação de gado, a produção de alimentos e outros negócios: uma não apagou a anterior.
O essencial em uma frase
A economia colonial teve importantes atividades de exportação: pau-brasil, açúcar e ouro. Na exploração inicial do pau-brasil houve escambo com indígenas, além de coerção. Nos engenhos e nas minas, o trabalho de pessoas escravizadas sustentou a riqueza de proprietários, comerciantes e da coroa.
Toque em cada período para ver o que mudava na economia e no governo.
O ciclo do pau-brasil
Os trinta primeiros anos
Portugal quase não olha para a nova terra: está ocupado com o comércio lucrativo das Índias. O que se faz aqui é extrair pau-brasil, árvore cuja madeira dava um corante vermelho caríssimo na Europa. A relação com os indígenas era o escambo — trabalho em troca de ferramentas e outros objetos valorizados pelos povos envolvidos.
A divisão em capitanias
Capitanias hereditárias
Para distribuir a particulares parte dos custos e da administração da colonização, o rei corta a colônia em faixas de terra que vão do litoral até a linha de Tordesilhas e entrega cada uma a um donatário. Ele governava e podia passar a capitania para o filho, e assumia boa parte dos custos de ocupação. Pernambuco e São Vicente se destacaram pela produção de açúcar, enquanto muitas outras enfrentaram grandes dificuldades.
O Governo-Geral e Salvador
Chega o primeiro governador-geral
Com as capitanias fracassando, Portugal cria um governo central. Tomé de Sousa desembarca com soldados, artesãos e jesuítas e funda Salvador, a primeira capital do Brasil. A colônia passa a ter administração, justiça e defesa comandadas de um só lugar.
O Brasil vira o maior produtor de açúcar do mundo
O auge do açúcar no Nordeste
A cana encontra no massapê do litoral de Pernambuco e da Bahia o solo ideal. Nasce o engenho: uma unidade que planta, mói, cozinha e exporta. O trabalho é feito por indígenas e, cada vez mais, por africanos escravizados, e é isso que sustenta a economia por um século.
A corrida do ouro muda o eixo do país
O ouro de Minas Gerais
Bandeirantes encontram ouro no interior, e uma multidão migra para a região das Minas. Surgem cidades como Ouro Preto e Mariana, a coroa cria impostos pesados como o quinto, e o centro econômico do Brasil desce do Nordeste para o Sudeste.
De Salvador para o Rio de Janeiro
Mudança da capital
Como o ouro escoava pelo porto do Rio, a capital da colônia é transferida para lá. A decisão reforça a importância da região das minas e do porto do Rio. A cidade continuaria como capital depois da independência, até a transferência para Brasília em 1960.
Uma conspiração pela separação de Minas
Inconfidência Mineira
O ouro já minguava, mas a cobrança de impostos continuava. Um grupo de Minas Gerais planeja separar a região de Portugal. A conspiração é denunciada antes de começar, e Tiradentes é enforcado em 1792.
A abertura dos portos rompe o exclusivo colonial
A corte chega ao Brasil
Fugindo das tropas de Napoleão, a corte portuguesa se instala no Rio de Janeiro. A abertura dos portos às nações amigas encerra a obrigação de comerciar exclusivamente com Portugal. Surgem instituições como o Banco do Brasil e a Impressão Régia.
O Brasil deixa de ser colônia e depois se torna independente
De reino à independência
Em 1815, o Brasil é elevado a reino e passa a integrar o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Deixa formalmente a condição de colônia, mas continua ligado à monarquia portuguesa. A ruptura política ocorre com a independência, proclamada em 1822.
O engenho foi o coração do Brasil por mais de um século, e era muito mais do que uma plantação. Cada parte tinha uma função — e a divisão entre elas mostra como a sociedade colonial estava organizada.
Muita coisa do Brasil de hoje começou nesses três séculos: a concentração de terra em poucas mãos, a economia voltada para a exportação de produtos primários, a desigualdade entre litoral e interior e as marcas profundas da escravidão. Também vêm daí cidades como Salvador, Recife, Olinda e Ouro Preto, além de boa parte da nossa culinária, da religiosidade e do vocabulário.
Alguns nomes e territórios têm origem nas capitanias, mas os limites mudaram muito com a ocupação do interior, disputas e novas divisões administrativas. As províncias do Império deram origem aos estados da República; o mapa atual não reproduz as faixas de 1534. Para ver a divisão atual, compare com o guia de estados e capitais. Para ver o fim desta história, leia sobre a independência do Brasil.
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Escolha uma resposta e veja na hora se acertou. É para aprender — sem pressão.
1. Por que Portugal criou as capitanias hereditárias, em 1534?
Por quê: Os donatários assumiam custos e tarefas da colonização em nome da coroa. Pernambuco e São Vicente se destacaram pela produção açucareira.
2. Qual foi a primeira capital do Brasil?
Por quê: Salvador foi fundada em 1549 por Tomé de Sousa e sediou o Governo-Geral até 1763, quando a capital foi transferida para o Rio de Janeiro.
3. O que era um engenho?
Por quê: O engenho reunia canavial, moenda, casa de caldeiras, casa-grande e senzala. Era ao mesmo tempo fazenda, fábrica e centro de poder local.
4. O que era o quinto, cobrado no período do ouro?
Por quê: A coroa ficava com a quinta parte — 20% — de todo o ouro. Quando a arrecadação caía, a coroa podia exigir a derrama, uma cobrança forçada para completar a arrecadação prevista.
5. Por que a vinda da família real, em 1808, enfraqueceu o sistema colonial?
Por quê: A abertura dos portos rompeu o exclusivo comercial com Portugal. Isso não foi a independência: o Brasil tornou-se reino em 1815 e rompeu politicamente com Portugal em 1822.
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